Registrar Novo Processo

Lista de Processos

Processo: 103

A Filial de Bromberg S/A. importadora, comercial e Técnica expõe que em 9 de setembro de 1942, foram convidados alguns funcionários para um trabalho extraordinário, a noite, afim de poder ser ultimado a tempo o balanço anual da firma. As 19h30, à rua Marechal Floriano n. 57, tiveram inicio os serviços de extração de copias do inventário das existências, tendo comparecido os empregados Wilmar Mking, Dalmiro Vitoria e sua mulher dona Mercedes Vitoria, Emilio Heuser e Darcy Lopes Mota. Em dado momento o chefe de ditos serviços, Sr. Emilio Heuser, foi interrompido em seu trabalho por Dalmiro Vitoria que, desfigurado e quase sem poder falar, lhe referiu que acabava de surpreender sua esposa dona Mercedes Vitoria em companhia de Darcy Lopes Mota, ambos fechados na privada, às escuras, nos fundos do prédio, e que tendo travado luta corporal com Mota recebera um leve ferimento, por canivete, em uma das mãos. Em seguida o Sr. Emilio Heuser encontrou Mota no escritório da contabilidade da firma, onde o mesmo se fechara, estando ainda com aquela arma na mão e, interrogado, confessou espontaneamente o que fizera. Na mesma noite a ocorrência foi comunicada ao Sr. Roque Ponzi, chefe imediato de Mota e nas primeiras horas da manhã seguinte, dia 10, ao D. gerente, Sr. Alfredo Guimarães. Por um lapso e sob a natural indignação causada pela noticia de um fato de tamanha gravidade, o Sr. Gerente chegou a despedir a ambos os faltosos. Com todavia Darcy Lopes Mota tivesse estabilidade, pois é funcionário ha mais de 10 anos, foi o ato da despedida retificado no dia 15 de setembro de 1942, mediante a suspensão, de acordo com a Lei. Em face do exposto o empregado Darcy Lopes Mota cometeu falta grave, gravíssima, perdendo o direito a estabilidade. Isto posto a Suplente requer digne-se determinar a abertura do competente inquérito, afim de ser autorizada pela autoridade competente a justa e necessária demissão de Darcy Lopes Mota, tudo de conformidade com o disposto nas Leis Trabalhistas vigentes ao tempo em que fio cometida a falta grave arguida.

Processo: 102

Firma Xavier Irmão & Cia apresentou reclamação contra João Lourenço Vaz. Segundo consta no processo: há algum tempo, a firma vinha constatando em seu armazém de secos e molhados por grosso, um desvio de mercadorias, assim como a existência de diversas caixas de bebidas e miudezas abertas, desfalcadas também em seu conteúdo. Dia 23 de Janeiro de 1943, às 18 horas, por ocasião da saída dos empregados, foi apreendido pelo chefe da firma, Sr. Ary Xavier, um pacotinho contendo várias escovas para dentes e que encontrava-se oculto no saquinho usado pelo estivador João Lourenço Vaz para o transporte de uma garrafa para o café, quem na ocasião o transportava. Requerem a abertura do devido inquérito, juntando aqui a cópia da carta dirigida ao funcionário em questão comunicando-lhe a sua suspensão até o resultado deste.

Processo: 958

O reclamante trabalhava como servente de pedreiro, tendo iniciado seu serviço em meados do mês de maio. Dia 21, no horário da manhã, o reclamante chegou atrasado, e então o chefe lhe proibiu de pegar o emprego. No horário da tarde chegou no horário certo, mas o chefe novamente lhe impediu de trabalhar e o despediu. Na audiência estava presente o reclamado, porém segundo ele: não era o responsável pela contratação ou despedida de alguém, ele era apenas um responsável técnico e que o responsável por tal parte era Moacyr Dias. Mediante ao exposto, o reclamante vem por meio deste pleitear o pagamento de aviso prévio de 8 dais, por ser semanista. Como resultado, quando foi proposta a conciliação, o reclamante desistiu do pedido, com o que concordou a parte contrária, ressalvando seu direito de reclamar contra o Sr. Moacyr Dias que se declarou empregador do reclamante e responsável perante a lei trabalhista.

Processo: 956

Francisca Lopes Fontes, solteira, apresentou reclamação contra loja. A reclamante relata que trabalhava para reclamada há quase quatro anos, quando no mês anterior, enquanto a loja estava cheia de clientes, um dos funcionários: Antônio, sem motivos algum, lhe deu uma série de empurrões e aos gritos lhe fez ameaças covardemente, a cena foi presenciada pelos funcionários e fregueses. Mediante ao exposto, a reclamante pleiteou o pagamento de uma indenização e aviso prévio. Em defesa, a reclamada diz que o funcionário que agrediu a reclamante é um simples auxiliar, sem poder de mando. E, ainda, relata que a reclamante teria encaminhado uma carta para um dos sócios, exigindo o pagamento de aviso prévio e indenização e afirma que a reclamante não teria sido despedida para pleitear tais valores. A reclamada alega, também, que o tempo serviços prestados a loja é um ano a menos que o declarado pela outra parte.

Processo: 955

Nadir Teixeira, solteira, apresentou reclamação contra empresa, a reclamante alega que fora contratada em maio do corrente ano para trabalhar, porém quatro dias depois, prestes a começar seu serviço normalmente, foi avisada que não poderia trabalhar mais, sob justificativa de que havia contra ela uma denúncia de vender passagens velhas. Segundo a reclamante, essa denúncia é falsa. Mediante ao exposto, vem pleitear por meio desta ação o pagamento de aviso prévio no valor de Cr$: 420,00.

Processo: 1

Adão Bertoni Bittencourt, solteiro, apresentou reclamação contra Antonio Fonseca, estabelecido com a Fábrica de Tamancos. O reclamante alega que o reclamado não cumpriu a entrega de mercadoria vendida e também recusou-se em pagar a justa comissão de CR$ 225.000,00. O reclamante deixa de juntar provas documentais por não as ter, pois o patrão deu-lhe apenas as amostras de tamancos com preços marcados, não fornecendo nem mesmo uma lista de preços, o reclamante traz, ainda, nomes de duas testemunhas do ocorrido.