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Lista de Processos

Processo: 2800

Rubens Severino da Cruz e Waldemar Lopes Falcão, operários, apresentaram a seguinte reclamação contra Ind. Reúnidas Leal Santos. Os reclamantes alegam que foram admitidos pela reclamada em 9 de novembro de 1953, para trabalhar na safra de ervilhas. Que ganhavam o salário de Cr$32,00 por dia, pagos por semana. Que no dia 30 de novembro de 1953 foram despedidos, sem justa causa. Pleitearam o pagamento do aviso prévio e das indenizações a que tem direito, até o termino da safra, para a qual foram contratados. No dia 21 de dezembro de 1953, não tendo comparecido o reclamante Waldermar Lopes Falcão para o julgamento da reclamação que apresentou contra Indústrias Reunidas Leal Santos, foi, pelo sr. Juiz-Presidente, mandado arquivar a reclamação, nos termos do artigo 844 da Consolidação das Leis do Trabalhado.

Processo: 2799

João Ferreira Larré, menor, assistido por sua mãe, Luzia Ferreira Lazé, Operário, apresentou a seguinte reclamação contra S. A. Frigorifico Anglo. O reclamante alega que começou a trabalhar para a reclamada de 14 de abril de 1952 até dia 26 de novembro de 1953, quando foi despedido, mediante o pagamento do aviso-prévio e indenizações. Seu salário era da data de sua admissão até janeiro do corrente ano: Cr$325,00, passando a perceber de fevereiro em diante: Cr$400,00 mensais. Pleiteou o pagamento das diferenças de salário a que tem direito, na base do salário minimo: Cr$ 650,00 mensais ou seja: Cr$325,00 de maio de 1952 á janeiro de 1953: Cr$ 2.925,00; e Cr$250,00 de fevereiro a outubro de 1953: Cr$2.250,00; 16 dias do mês de abril de 1952 e mais 26 dias de novembro de 1953: Cr$520,00, tudo no total de Cr$ 5.695,00. A reclamada representada pelo sr. Gabriel Novais Jr. acompanhado de seu procurador, dr. Alcides de Mendonça Lima, chegaram a conciliação com José Ferreira Larré, assistido por sua mãe Luzia Ferreira Lazé, pagando a importância de Cr$4.000,00, dando a quitação á reclamada quanto ao objeto desta reclamatória.

Processo: 2797

José Pedro Martins, Operário, apresentou a seguinte reclamação contra o sr. João Meske. O reclamante alega que trabalhou mais de um ano, ora zelando uma plantação de eucalipto, ora fazendo lotes e arruando terrenos que seriam depois, como foram realmente, vendidos. Percebia o salário de Cr$ 500,00 (menos portanto do salário minimo legal). Foi despedido sem justa causa, ex-abrupto, sem que, também, tivesse gozado férias. O reclamante pleiteou: a) pagamento das diferenças salariais, referente ao não recebimento do salário minimo legal, que é de Cr$ 650,00 por mês, na base de Cr$ 150,00 por mês, durante vinte meses, no total de Cr$ 3.000,00; b) o pagamento de dois períodos de férias, na base de 37 dias de salário minimo, o que totaliza Cr$ 802,90; c) o pagamento do aviso-prévio, Cr$ 650,00; d) o pagamento de indenização, Cr$ 1.300,00. Em defesa, o reclamado alega que vendeu a mais de dois anos a propriedade para o sr. Paulo Coutelle, que não é exato que tivesse feito qualquer loteamento, quando imóvel era de sua propriedade, nem é exato que tivesse empregado qualquer trabalhador, mediante contrato de trabalho, nem seque conhecendo o reclamante. A Junta de Conciliação e Julgamento de Pelotas, considerou a falta de comprovação de vinculo empregatício do reclamante como prova suficiente para julgar improcedente a reclamação.

Processo: 2796

Guilherme Luis Leme, casado, e Valdemar Bueno Leme, solteiro, apresentaram a seguinte reclamação contra Carlos D. Gastal. Os reclamantes alegam que trabalharam no posto de gasolina defronte ao edificio dos Correios e Telégrafos, Guilherme Luis Leme desde o dia 20 de março até 30 de outubro de 1953, quando foi suspenso sem justa causa e por tempo indeterminado. Valdemar Bueno Leme, trabalhou do dia 15 de dezembro de 1952 até 15 de março de 1953, quando retirou-se do serviço. Ambos percebiam o salário de Cr$ 150,00 por mês, em média, não tinham folga semanal, como também trabalhavam horas extraordinárias - Guilherme Luis Leme pleiteou 48 horas e Valdemar Bueno Leme 20 horas. Alegam que trabalhavam também aos feriados, sendo o primeiro reclamante tendo trabalhado dois meses sempre de noite, sem revezamento, percebendo entretanto como sempre e sem que tivesse o seu horário de trabalho reduzido. Guilherme Luis Leme reclama: a) o pagamento do aviso prévio (Cr$800,00); b) 48 horas extras à razão de Cr$ 5,00, o que dá Cr$240,00; c) 30 folgas semanais e 5 feriados, no total de Cr$ 934,00; d) 60 horas extras resultantes da redução da hora noturna e acréscimo de 25% sobre as horas noturnas que trabalhou, no total de Cr$ 700,00. Valdemar Bueno Leme, pleiteou o total de Cr$ 527,00, sendo Cr$ 100,00 de horas extras, Cr$ 347,10 de folgas e Cr$ 80,10 de feriados. No dia 9 de dezembro de 1953, foi pelo sr. Juiz-Presidente, mandado arquivar a reclamação, nos termos do artigo 844 da Consolidação das Leis do Trabalho, pelo motivo de não comparecimento dos reclamantes Guilherme Luis Leme e Valdemar Bueno Leme.

Processo: 2795

Marcelo Salaberre Leiva, Operário, apresentou a seguinte reclamação contra Irmãos Reis (Cortume Antonio Reis). O reclamante alega que trabalha para os reclamados desde o dia 1 de fevereiro de 1949, que ganha o salário de Cr$ 26,00 por dia. No dia 22 de outubro de 1953 foi suspenso por tempo indeterminado e sem motivo justo. Pleiteou o pagamento dos dias em que esteve afastado do trabalho. No dia 20 de novembro de 1953, apresentou-se ao trabalho, tendo trabalhado três dias, quando foi suspenso novamente por três dias. Pleiteou a anulação da suspensão que lhe foi injustamente imposta e o pagamento dos três dias de salário, no total de Cr$ 78,00. A Junta de Conciliação e Julgamento de Pelotas, ao considerar o depoimento da testemunha que confirmou que a primeira suspensão foi injusta, comprovando que não houve nada de maior que autorizasse suspensão tão longa, sendo de se estranhar que por calunia, o empregador apenas o houvesse suspendido e, mais do que isso, o houvesse suspendido através do memorando de fls.7, que não tem forma jurídica, visto não se admitir, no Direito Brasileiro do Trabalho, a suspensão por prazo indeterminado, decide por julgar procedente esta primeira reclamação de suspensão, condenando o reclamado a pagar ao reclamante o salário de respectivo, no valor de Cr$ 754,00. Quanto a outra reclamação de suspensão, através de depoimento da testemunha, foi confirmado que o reclamante recusou-se a terminar o horário de serviço, tempo que seria necessário para engradar a lã molhada. Sendo de perfeita justificativa de suspensão, decidiu-se por julgar Improcedente a reclamação de condenar o reclamado ao pagamento de Cr$ 67,80.

Processo: 2779

Inácio Rubira Machado, Repartidor, menor assistido pela mãe Eufrazia Rubira, apresentou a seguinte reclamação contra Carlos Luiz do Rosário (Padaria Rio Grandense). O reclamante alega que começou a trabalhar para a mencionada padaria, como repartidor, em 25 de maio de 1952, percebendo o salário de Cr$ 300,00 e foi despedido sem justo motivo no dia 6 de julho de 1953. Que não recebeu o pagamento do aviso prévio, indenização a que tem direito. Pleiteou o pagamento do aviso prévio, indenização e diferenças de salários, pois não estava recebendo o salário minimo legal, tudo no total de Cr$ 6.200,00. No dia 14 de julho de 1953, foi assinado a solicitação de arquivamento da reclamação, por ter sido feito acordo entre Inacio Rubira Machado assistido pela mãe, Eufrazia Rubira e Carlos Luiz do Rosário.

Processo: 2792

Marlene Teleche Vergara, brasileira, com 15 anos , residente na Vila Barros, de cima , n. 853, assistida por seu pai, Valter Campso Vergara, ajuiza reclamação contra a padaria universal de propriedade de matos, Cascaes e Cia Ltda., sita na rua Mal. Floriano ,400/2, pelas razões de fato e de direito, que assa a expor: que trabalha na padaria da reclamada, desde 1º de Julho de 1952; que , exercendo a função de servente, percebe apenas Cr$325,00 por mês , menos , portanto , do que o salário mínimo atual; que , realmente , pela CLT e pelo decreto n. 30.342 de 24 de dezembro de 1951, o salário da reclamante deveria ser , por mês de Cr$650,00; que em face do exposto , pleiteia: seja a reclamada condenada a lhe pagar , por mês , o salário mínimo de lei; a pagar também os atrasados , desde que começou a trabalhar até a data em que cumprir a lei , importando , até hoje , essa parte do pedido em Cr$3.900,00.

Processo: 2778

Aos 8 dias do m~es de Julho de 1953 compareceu perante o secretário da Junta de Conciliação e Julgamento de Pelotas , Plinio Barbosa Grevinell, operario, solteiro, brasileiro, apresentando a seguinte reclamação contra Gomes Silva e Cia, domiciliado nesta cidade , Anchieta,201: que trabalha para a referida firma desde o dia 2 de setembro de 1950; que recebe o pagamento de Cr$3,90 por hora , efetuado todas as semanas , que esteve doente de segunda á quarta feira da semana passada ; que foi ao proprio medico da firma, tendo sido lhe dito que seria suspenso ; que a tarde do mesmo dia foi chamado ao escritorio, sendo então dito que o atestado estara adulterado, o que não é verdade, pois foi aceito ao ser recebido; que pelo motivo alegado foi despedido; que não recebeu o pagamento dos dias em que esteve doente, do aviso previo, da indenização e ferias a que tem direito; que vem pleitear este pagamento , no valor total de Cr$4.461,60.

Processo: 2794

Trajano de Freitas , brasileiro, casado, residente na rua Barão de Mauá, 57 diz e requer o seguinte: que trabalhou , na tamancaria de prorpiedade de albino Brilhante, situada na rua Dr. Cassiano , 319, como cortador e mestre , percebendo Cr$900,00 por mês, de outubro de 1951 até 30 de outubro deste ano; que sempre trabalhou uma hora além da jornada normal, sem que o patrão lhe pagasse o serviço extraordinário; que tem jamais gozou férias em estas lhe foram pagas; que face ao exposto e com fundamento na CLT Cr$5,625, o que dá Cr$3.375,00; dois períodos de férias , um deles em dobro num total de 66 dias , o que dá Cr$1.980,00.

Processo: 2793

Aos 8 dias do mês de Julho de 1953 compareceu perante o secretário da Junta de Conciliação e Julgamento de Pelotas, Albino Schmechel, operário, casado, brasileiro, apresentando a seguinte reclamação contra Eduardo Traversi Pedrreira, domiciliado nesta cidade Capão do Leão : que trabalha para o reclamado, percebendo o salário mensal de Cr$1,300,00; que , tendo adoecido, permaneceu gozando os benefícios do IAPI , durante 4 anos ; que em 9.6.53 , obteve alta, tendo se apresentado ao trabalho ; que nessa ocasião, foi despedido , sem aviso prévio; que pelo exposto , vem pleitear o pagamento das indenizações e aviso prévio a que tem direito; que dá a esta o valor de Cr$5.000,00.

Processo: 2791

nelson de Ávila , brasileiro, casado,vidraceiro,residente e domiciliado nesta cidade á rua Dr. cassiano,662 por seu advogado no fim assinado, diz e requer a V. excia o que se segue : que o reclamante , no dia 29 do mês findo á 17:30 horas , notou que desaparecera do bolso do casaco a sua carteira profissional e um atestado médico, no qual provava a sua enfermidade, motivo de um reclamação perante essa junta , em face de ter a reclamada negado-se a lhe pagar o período correspondente ao seu afastamento do serviço, ficando espalhados no chão da peça, onde se encontrava o casaco outros papeis que tinha junto com o atestado dentro da carteira . O reclamante imediatamente comunicou o corrido, depois de testemunha-lo aos seus chefes e em face da afirmação destes que nada tinham de ver com o assunto- telefonou para a delegacia de polícia, pedindo o comparecimento de um inspetor para constar o ocorrido, tendo a polícia negado-se a comparecer , alegando falta de condução. Imediatamente, foi o reclamante suspenso por oito dias , com cuja pena não se conforma, porque é injusta e quer pleitear a sua revogação e condenação da reclamada no pagamento desses dias . O reclamante é empregado da firma "f. Corrêa e Filhos" , á rua Andrade Neves ,712.

Processo: 2790

Emidio Botelho, brasileiro, casado, operário, residente á rua Marcilio Dias nº425, sabendo assinar o nome e ao fim assinado, pede vênia para dizer e requerer a V. Excia o seguinte. O suplente é empregado do CORTUME JULIO Hadler s/a que funciona nesta cidade á rua DR. professor araujo 469 e onde percebe , como vigia , o salário mensal de oitocentos e vinte cruzeiros Cr$820,00 dividindo em duas parcelas e classificado pela empresa, nos seguintes titulos, conforme envelope anexo; o suplente foi admitido no trabalaho em 1º de setembro de 1947 , consoante anotação procedida em sua cart. profissional sob nº 35.076 , da série 59a. e desconta para IAPI na base da remuneração total. O horário de trabalaho do reclamante é das dezessete ás cinco horas , ininterruptamente, e do que resulta, sem dúvida, um excedente de duas diárias sobre o permissivel legal. E essas duas horas prestadas a mais pelo reclamante são , realmente, extraordinárias e se provam, dde sobejo, pelo proprio envelope de pagamento fornecido pela reclamada. De nada vale tenha esta inventado e vamos até mais longe- mesmo ajustado a bipartição do salario, dando a uma parte dele , o bonito titulo de extra-mensal. A lei não permite combinações por fora que venham ferir seus dispositivos, fraudando a sua aplicação em detrimento do hipo-suficiente , economicamente . Alias , se pretender fazer prova da existência de tal ajuste será írrito e nulo. A jornada de trabalho estabelecida no art 62 letra b da CLT foi fixada como máxima e o salário de Cr$820,00 pagos ao reclamante é para retribuir a prestação de serviço feita nesse periodo , que é o seu regime normal de trabalho. As excedem do horário determinado em lei é que são propriamente as chamadas horas extras e como tais devem ser remuneradas, inclusive com o acréscimo de 25%. O reclamante vinha também recebendo as suas férias na base de salário designado como mensal , pela Empresa, já que esta sempre se negou a pagar a remuneração que ele percebia, quando em serviço, ou seja Cr4820,00. A reclamada apenas tomava em consideração para pagamento das férias, o salário de Cr$650,00. Ora, isso é um flagrante desrespeito ao art 140 da CLT , que vasado em termos claros não permite interpretações duvidosa. Mozart Victor Russomano, em sua magnifica obra " comentários á consolidação das leis de trabalho" ao apreciar esse assunto, em certa altura, assim se expressa: o empregado em férias ganha os mesmos salários que receberia se estivesse em serviço. o principio é começinho e dispensa esclarecimentos maiores". A jurisprudência dos tribunais trabalhistas é mansa e pacifica em identico sentido e também o sup. trib, federal já se manifestou emitindo igual deliberação no ag. de inst. nº14,209, julgado em abril de 1950 e cuja ementa é a seguinte: a remuneração do empregado nas férias anuais é a mesma recebida em serviço". A empresa igualente procedeu a um aumento geral de todos os empregados que alí trabalham e os quais , mediante um "abaixo-assinado"se dirigiram á direção solicitando uma melhoria salarial. A fóra o pessoal do escritório, cuja situação contratual o reclamante desconhece, existem apenas na empresa tres empregados mensalistas , os quais foram excluidos do aumento geral, exclusão essa que atingiu o reclamante , embora o pedido de melhoria tivesse por base o aumento do custo de vida e nele se encontrasse a assinatura do reclamante.Sendo, como efetivamente foi, o aumento salarial deferido de modo geral , é inadimissivel a denegação dele a certo ou certos empregados , só porque estes tem a sua forma de pagamento mensal , ainda mais que estes quanto os outros sofrem, também, os efeitos do encarecimento da vida.não é justo nem humano que se aplique esse tratamento diferente , devendo-se salientar que no caso de omissão de lei ou clausulas contratuais, decidi-se pelos principios gerais de direito, por analogia e por equidade, contando que nenhum interesse particular prevaleça sobre o interesse público.Face ao exposto o suplicante pleiteia o seguinte 3.500 horas extras a Cr$4,25 p/ horas ( já incluindo o acréscimo legal de 25%) = cr$14.875,00 , férias Cr$322,00 é diferença paga a menos nos periodos anteriores , o que representa , em dobro p/ c/ um Cr$644,00 e nos dois = Cr$1.288,00 periodo de 1/9/51 a 1/9/52 (23 dias) =Cr$823,40 , total = Cr$16.986,40. e mais que seja a empresa compelida a reduzir o horario de trabalaho , mantido, porém , o salário normal de Cr$820,00 por mês, acrescido este da importância correspondente ao aumento concedido aos demais empregados, em carater geral e a partir da data da concessão. termos em que o suplente requer se digne , mandar citar o "Cortume julio hadler S.A" á rua prof. araujo , nº469, na pessoa de seu representante legal para vir querendo , acompanhar ou contestar os termos da presente reclamação , para os efeitos de direito.

Processo: 2789

S.A frigorifico Anglo, por seu representante legal diz e requer a V. excia quanto segue: que o empregado estavel da suplente Orlando Cardozo Martins, solicitou, expontaneamente , sua demissão de cargo que exercia na empresa, conforme se vê mencionado funcionário nos termos da lei; que para isso vem requerer se digne V, excia após cumpridas as formalidades legais , homologar a desistencia da estabilidade de funcionario Orlando Cardozo Martins para todos os efeitos de direito, determinando , antes , dia e hora para a audiência.

Processo: 2788

Lucas Rodrigues chagas , brasileiro, solteiro, residente na rua Gal. Osório, 262, diz e requer o seguinte: que trabalhou na fábrica de cordas de papel e pregos de Francisco de Poli, sita na rua Gal. Osório,938 de 8 de setembro de 1952 até 9 de dezembro deste ano quando foi despedido sem justa causa; que percebia , por dia Cr$21,70, o mínimo legal; que ao ser despedido, lhe foi paga a férias relativamente ao período de vigência de contrato de trabalho; que face ao exposto e com fundamento na CLT , pleiteia: o aviso prévio Cr$650,00 , a indenização pela despedida injusta Cr$650,00.

Processo: 2786

Aos 17 dias do mês de dezembro de 1953 compareceu perante o secretário da junta de conciliação e julgamento de Pelotas, Santos Soares da Rosa, servente, solteiro, brasileira, apresentando a seguinte reclamação contra Boaventura Costa, domiciliada nesta cidade b. sta. tecla, 893; que trabalhou para o reclamado de 9 até 16 do corrente; que ganhava o salário Cr$30,00 por dia , pagos semanalmente; que foi despedido sem justa causa pelo que vem pleitear o pagamento do aviso prévio a que tem direito, no valor de Cr$240,00.

Processo: 2785

Aos dez dias do mês de dezembro de 1953 compareceu perante o secretário da junta de conciliação e julgamento de Pelotas Lucas Rodrigues Chaves, operário, solteiro,brasileiro acompanhado de sua mãe Romualda Rodrigues Chaves, apresentando a seguinte reclamação contra Fábrica de Cordas e Papel e pregos, domiciliada nesta cidade rua gal. osorio, n 938; que trabalha para a reclamada a um ano e quatro meses; que percebia o salário semanal de Cr$142,00; que dia 9 do corrente foi despedido , sem justa causa; que pleiteia o pagamento de aviso prévio e da indenização a que tem direito; que dá o valor de Cr$1.136,00 apresente reclamação.

Processo: 2784

João Fernandes Rocha, brasileiro, solteiro, garçon, residente nesta cidade, no passo dos negros, pede venia para dizer e requerer a V. excia o seguinte: o suplente foi admitido como garçon no estabelecimento denominado " Dancing 1001 noites", de propriedade dos snr. BADIH SIMÕES DAVID, sito a rua José do Patrocínio nº 410, 1º de fevereiro de 1951; O suplente trabalhava das 21 horas ás 4 da manhã e ganhava comissão, fazendo uma média de Cr$60,00, por noite, importância que lhe era paga depois da prestação de contas no fim de cada jornada de trabalho;o suplente jamais recebeu a remuneração pelos dias de folga e repouso que a lei estabelece e, tao pouco recebeu as férias a que tem direito; o empregador do suplente em fins do mês entendeu exigir que o suplente assumisse a obrigação de apos haver trabalhado durante toda a noite - ir , na parte da tarde lavar as toalhas do estabelecimento e, também, lavar o soalho do salão, exigencia essa que o suplente não atendeu por ser função diversa das suas atribuições.No dia 28 de Novembro , o empregador do suplente dispensou os seus serviços , sem justa causa e sem lhe pagar as férias, repouso, aviso previo e indenização legais. O suplente é pobre como o prova com o incluso atestado expedido pela autoridade policial competentee, por isso, pede a V. excia que lhe conceda o beneficio da justiça gratuita e indica , para seu patrono, o dr Apody Almeida de Oliveira. O suplente requer ainda , a V. excia que se digne de, com as formalidade do estilo , mandar notificar o snr. BADIH SIMÕES DAVID, no endereço acima citado, para vir pagaro suplente o repouso remunerado a que tem direito nos dois ultimos anos, dois periodos de férias em dobro, indenização correspondente a tres anos de serviço, um periodo de ferias incompleto pelos 300 dias de serviço do corrente ano, de conformidade com o preceituado na lei nº1519, de 24/12 1951 e aviso previo na base de Cr$60,00 por dia e honorário do assistente do suplente que V. Excia houver por arbitrar, tudo de acordo com os preceitos legais que regem a especie.

Processo: 2783

Aos sete dias do mês de dezembro de 1953 compareceu perante o secretário da junta de conciliação e julgamento de Pelotas , João Carlos Soares , menor , operário, solteiro,brasileira, assistido por sua mãe, Eva Rodrigues Soares,apresentando a seguinte reclamação contra Figueras e Cia . Ltda. , Alvaro Chaves, esq. Lobo da Costa; que foi admitido pea reclamada em 1953, mediante contrato de 60 dias; que findo o prazo contratual, continuou trabalhando normalmente, até 1.12.53, quando foi despedido sem justa causa; que , em face disso, vem pleitear o pagamento do aviso prévio a que tem direito, na base de trinta dias, no valor de Cr$650,00 que era o seu salário mensal.

Processo: 2777

Amphiloquio Batista dos Santos, Motorista, apresentou a seguinte reclamação contra Manoel Soares da Silva. O reclamante alega que trabalhava desde o dia 28 de maio de 1953, percebendo o pagamento de Cr$1.200,00 mensais, no serviço de motorista do caminhão de carga da propriedade do reclamado. Foi despedido sem justo motivo no dia 6 de julho de 1953, que não recebeu o aviso prévio, que pleiteou este pagamento no valor de Cr$1.200,00. Em defesa prévia, o represente da reclamada alega que o reclamante foi dispensado, por não cumprir fielmente suas obrigações, que em 28 de junho recebeu, conforme nota por ele assinada, duzentos e quarenta couros da S.A. Frigorífico Anglo, descarregando em Rio Grande, apenas, duzentos e trinta. O reclamante em depoimento, alega que a contagem dos couros era feita pelo carregador, pois ele não costumava verificar os embarque, embora assinasse a nota. . A Junta de Conciliação e Julgamento de Pelotas, decidiu por julgar improcedente a reclamação, considerando o depoimento do próprio reclamante que se confessou desidioso, dizendo em seu depoimento que, embora assinasse as notas, não verificava os embarques. A testemunha do reclamante em depoimento, alegou que fez duas viagens com o reclamante, por ele estar parado do serviço e que nada sabia da carga, alegando que o reclamante se portou bem durante as viagens, portanto, o reclamante praticou infração do Código Nacional de Trânsito. Por fim, a carga de duzentos e quarenta couros da S.A. Frigorifico Anglo, ser entregue em falta na cidade de Rio Grande, no total de duzentos e trinta couros, caracteriza a justa causa da demissão, não devendo então o reclamante ter direito ao aviso prévio.

Processo: 2776

Francisco Machado, Operário, apresentou a seguinte reclamação contra F. Corrêa & Filhos (Fábrica de Espelhos). O reclamante alega que, trabalhou para os reclamados desde o dia 26 de outubro de 1951, ganhando o salário de Cr$28,00 por dia, pagos por semana. Foi suspenso sem motivo justificado, por oito dias. Considerando injusta a suspensão imposta, pleiteou a anulação da mesma e o pagamento dos dias em que esteve sem trabalhar num total de Cr$224,00. A defesa em seu depoimento, alega que o reclamante foi suspenso por se negar a cumprir ordem que lhe foi dada em objeto de serviço, não sendo esta a primeira vez que foi suspenso pelo mesmo motivo. Proposta de conciliação foi ela aceita, a reclamante deveria pagar a importância de Cr$112,00, relativa a quatro dias de trabalho.