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Lista de Processos

Processo: 2332

Dario Machado Peres diz e requer o seguinte: que trabalhou para a firma Aranha & Cia com escritórios no Capão do Leão, até 07/07/51; que ganhava o salário de Cr$3,20 por hora, o qual lhe deveria ser pago semanalmente; que nunca recebeu os salários, mantendo-se apenas com o fornecimento feito pelo armazém, do qual era fiador a reclamada; que foi despedido pelo capataz da firma, apenas por reclamar os seus salários; que por isso vem pleitear o pagamento dos salários e do aviso-prévio a que tem direito. Afirma o reclamante que, entre os dois períodos em que trabalhou para a reclamada, explorou um hotel que garantia refeições aos empregados da reclamada. Segundo consta, fechadas as contas, o reclamante possuía um saldo positivo de Cr$2.640,00, ao que, novamente trabalhando para a reclamada, o reclamante foi despedido sem aviso-prévio, por que aquela exigia deste a quitação quanto ao saldo obtido, quitação que o reclamante não concedeu pois não recebeu o valor correspondente. Consta que a reclamação foi julgada procedente em parte. O reclamante recorreu, novo julgamento foi realizado e a Junta julgou procedente esta reclamação.

Processo: 2331

Sandálio Pires da Silva e sua mulher, Nair de Souza Pires, dizem e requerem o seguinte: que trabalharam ambos na Olaria de propriedade de Maria Brisolara, até 02/07/51; que foram despedidos sem justa causa; que ganhavam o salário de Cr$24,00 e 16,00 diários respectivamente; que, considerando injusta sua despedida, vêm pleitear o pagamento do aviso-prévio a que tem direito. Consta que a reclamação foi arquivada pois receberam o aviso-prévio.

Processo: 2330

Vilmar da Silva diz e requer o seguinte: que foi admitido para trabalhar no Armazem ABC em 01/07/50; que ganhava o salário de Cr$400,00 mensais mais utilidades; que dia 13/07 do corrente foi despedido sem justa causa e sem aviso-prévio; que pelo exposto vem pleitear o pagamento da indenização, aviso-prévio, 1 período de férias e horas extras, pois que normalmente trabalhava mais que 8 horas por dia. Consta que a reclamação foi considerada procedente em parte.

Processo: 2329

Mario Silva diz e requer o seguinte: que trabalha na sapataria de propriedade de Guilherme Baccelli, desde 15/02/49; que recebe o salário por tarefa, ganhando em média Cr$40,00 por dia, pagos semanalmente; que o reclamado nega-se a pagar-lhe as férias a que tem direito; que pelo exposto vem pleitear o referido pagamento, num total de Cr$2.000,00. Consta que as partes chegaram a um acordo, em que o reclamado pagará ao reclamante o valor de Cr$350,00.

Processo: 2328

Francisco da Silva Sanches diz e requer o seguinte: que trabalha no Curtume Livramento de Pelles, de propriedade da firma Yurgal & Cia.; que ganha o salário de Cr$26,00 por dia, pagos por semana; que foi suspenso sem justa causa por dez dias; que, considerando injusta a suspensão, vem pleitear a anulação da mesma e o pagamento dos dias que esteve sem trabalhar num total de Cr$260,00. Consta que a reclamação foi arquivada devido ao não comparecimento do reclamante à audiência.

Processo: 2327

Guiomar Rosa Pereira diz e requer o seguinte: que trabalhou na Olaria de propriedade de d. Maria Pedroso Brisolara, até 12/07/51; que ganhava o salário de Cr$24,00 por dia, pagos semanalmente; que não recebia repouso-remunerado; que foi despedido sem justa causa, pelo que vem pleitear o pagamento de aviso-prévio e dos domingos e feriados a que tem direito. Consta que a reclamação foi arquivada devido ao não comparecimento do reclamante à audiência.

Processo: 2326

Bento Gonçalves e sua filha, Neli Lima Gonçalves, dizem e requerem o seguinte: que foram admitidos para trabalhar na Granja de propriedade de França & Estarck; que ganhavam o salário de Cr$25,00 e Cr$15,00 por dia; que foram despedidos sem justa causa, pelo que vem pleitear o pagamento do aviso prévio, no total de Cr$1.200,00. Consta que a reclamação foi julgada improcedente por falta de provas.

Processo: 2325

Doralícia Machado Saraiva diz e requer o seguinte: que foi admitida para trabalhar no Palace Club, de propriedade de Raul Silveira; que exercia a função de copeira, com o ordenado de Cr$400,00 por mês; que no dia 15 de junho a reclamante foi despedida, e seus ordenados não foram pagos; que, em face disso, pleiteia o pagamento do aviso prévio e de dois meses de ordenado, respectivamente, Cr$400,00 e Cr$1.000,00. Consta que a reclamação foi arquivada devido ao não comparecimento da reclamante.

Processo: 2324

Manoela da Rosa Garcia, diz e requer o seguinte: que, trabalhou para firma Preparadora Geral de Cabelo, recebendo Cr$10,40, pagos por dia; que, foi despedida, sem justa causa, ex-abrupto; que, gozou apenas de 2 períodos de férias, faltando portanto, o último de 50/51; que, em face do exposto, pleiteia o pagamento do aviso prévio, na base de 8 dias de salários - Cr$83,20, o pagamento da indenização pela despedida, na base de 30 dias de salários por ano de serviço - Cr$936,00 e o pagamento do ultimo período de férias, na base de 22 dias de salários - Cr$228,80. A Junta de Conciliação e Julgamento de Pelotas, por unanimidade dos votos, julga improcedente a presente reclamação.

Processo: 2323

Silvio Rosa da Silva, diz e requer o seguinte: que, trabalhou para firma S. Manela & Cia. Ltda., ganhando salário de Cr$40,00, pagos semanalmente; que, foi despedido sem justa causa, ex-abrupto, além de ter sido insultado, gratuitamente, por um dos sócios da firma; que, em face do exposto, pleiteia o pagamento do aviso prévio, na base de 8 dias de salários. A Junta de Conciliação e Julgamento de Pelotas, por maioria dos votos, julgar procedente a presente reclamação

Processo: 2320

A Companhia Fiação e Tecidos Pelotense, vem expor e requere o seguinte: que, 1° desde 16 de novembro de 1938, trabalha para a suplicante, Cleia Izidora da Silva; que, a operária, ultimamente, vence o salário diário de Cr$24,50, pagos quinzenalmente; que, ocorre que a referida operária, atenta a data de sua entrada para o serviço da empresa, tem estabilidade; que, como se vê mencionada a operária, cometeu falta grave; que, tendo abandonado o emprego por mais de 30 dias, os suplicantes querem, nos termos da lei, instaurar inquérito administrativo, para apurar a falta grave que a mesma operária é atribuída, afim de serem os suplicantes autorizados a despedi-la, sem qualquer indenização. Proposta a conciliação, foi ela aceita nas seguintes bases: a reclamada voltará ao serviço, sem prejuízo de tempo de trabalho na casa, contando na forma legal, dentro de 15 dias, contando desta data; que, a reclamada não receberá salários referentes ao tempo de seu afastamento.

Processo: 2318

Pedro José Dias, diz e requer o seguinte: que, trabalhou para a empreiteira de Oswaldo Soares dos Santos, ganhando salário de Cr$50,00 por dia, pagos por semana; que, foi despedido sem justa causa, pelo que vem pleitear o pagamento do aviso prévio a que tem direito, no valor de Cr$400,00. A Junta de Conciliação e Julgamento de Pelotas, por unanimidade dos votos, julga improcedente a presente reclamação.

Processo: 2317

Cel. Pedro Osório S/A, Industrial, Comercial e Agrícola, proprietário do Engenho "São Gonçalo", vem expor e requer o seguinte: que, os operários mensalistas constantes da relação anexa se recusam a receber os seus ordenados, sob alegação de terem sido descontados os dias que faltaram, sem justificação, descontos esses calculados na base de 1/30; que, a requerente querendo pagar os referidos ordenados vem entregar a V. Excia. os envelopes contendo os vales, por ordenamento, e os respectivos saldos em dinheiro; que, finalmente requer as providencias legais. Proposta a conciliação foi ela aceita nas seguintes bases: a requerente pagará aos requeridos as importâncias que lhe forem devidas (Cr$432,70), na conformidade da contestação, o pagamento será efetuado dentro de 24 horas no estabelecimento da reclamada.

Processo: 2316

Braulina Lopes, diz e requer o seguinte: que, trabalhou para o Curtume de propriedade de Adures & Cia., ganhando salário de 21,70 por dia, pagos por semana; que, foi despedida sem justa causa, pelo que vem pleitear o pagamento do aviso prévio a que tem direito, no valor de Cr$173,60. Proposta a conciliação foi ela aceita nas seguintes bases: a reclamada paga a reclamante, a importância de Cr$173,60, relativo ao valor total da reclamação.

Processo: 2315

Araci Feijó Ferreira, diz e requer o seguinte: que, trabalha para Cia. Fiação e Tecidos Pelotense, com salário de Cr$24,40; que, a companhia não lhe pagou férias relativas a 3 anos, de modo que pleiteia o pagamento desses períodos, dois deles em dobro; que, devem ser pagos os períodos, porque a requerida ajuizou inquérito para apuração de falta grave contra a requerente, inquérito que foi julgado procedente; que, pleiteia, no total, Cr$2.440,00 (cem dias á razão de Cr$24,40). Araci não compareceu ao julgamento, dessa forma, o sr Juiz-Presidente decidiu arquivar a presente reclamação.

Processo: 2322

Julio Corrêa Martins Filho, diz e requer o seguinte: que, trabalhou para firma Orlandi Duval & Cia. Ltda, com salário de Cr$5,00 por hora; que, foi suspenso por cinco dias; que, entretanto, a suspensão foi injusta, de modo que pleiteia sua anulação, em como o consequente pagamento de 7 dias de salários (cinco dias úteis e dois domingos), o que dá um total de Cr$280,00. Proposta a conciliação foi ela aceita na seguintes bases: a reclamada paga ao reclamante a importância de Cr$100,00, reconhecendo o reclamante a justeza da suspensão que lhe foi imposta.

Processo: 2314

Athaydes Farias, diz e requer o seguinte: que, trabalhou para o Curtume de propriedade de Artur Lange Filho & Cia. Ltda, ganhando salário de Cr$22,00 por dia, pagos por semana; que, trabalha normalmente, mais do que 8 horas diárias, sem que lhe fossem pagos extraordinários; que, vem pleitear o pagamento das horas extras que trabalhou e dos dias feriados, que não lhe foram pagos. Athaydes não foi encontrado no referido endereço, dessa forma, o sr Juiz-Presidente decidiu arquivar o caso.

Processo: 2313

Delmar Gomes de Azevedo diz e requer o seguinte: que foi admitido para trabalhar para a reclamada Artur Lange F° & Cia. Ltda. em 29/07/51; que ganhava o salário de Cr$34,00 por dia; que trabalhava normalmente 11 horas por dia; que os empregadores somente lhe pagaram 38 horas relativas ao mês de novembro; que o salário diário do mês de novembro foi reduzido de Cr$5,00, pois a reclamada lhe pagou à razão de Cr$29,00; que pleiteia o pagamento das horas extras, mais o pagamento da diferença salarial. Consta que o pedido foi julgado procedente em parte.

Processo: 2312

Elka Azeredo Cerqueira diz e requer o seguinte: que a reclamante foi admitida para trabalhar na firma Meira & Cia.; que a reclamante recebia o salário de Cr$1.000,00 por mês; que a reclamante não gozou de férias no último período, e que durante este período a reclamante não teve mais que seis faltas. Por isso, pleiteia o pagamento desse período, no valor de Cr$1.333,20. Consta que houve conciliação, em que a reclamada paga à reclamante o valor de Cr$1.000,00.

Processo: 2311

Ramão Nunes vem requerer a V. Excia. que lhe conceda o benefício de assistência judiciária, visto ser pobre e não poder arcar com as despesas do processo trabalhista que deseja intentar. O requerente afirma receber o salário de Cr$40,00 por dia. Consta que o pedido foi deferido.